quarta-feira, 22 de abril de 2009

Estamos ,olhamos, ficamos, vivemos


Estamos em locais
Em tempos desiguais
Em espaços bem definidos
Em ermos profundos, sofridos


São barras que nos afastam
Horas que nos impedem
Lembranças que a memória abraçam
Instintos que nos suspendem


E olhamos, olhamos um tempo passado
Ambicionamos um novo futuro
Que vivido não é voltado
E erguido é mais um muro


Sentimos na nossa vontade
Uma sede sonhadora
Morta pela incerteza
Da certeza promissora


Então em movimento
Achando o atrás perdido
É queimado outro momento
Mais um tempo é ardido


Ficamos assim,
Querendo outra emoção
Desejando outro fim
Amando outra paixão


Contentes ou descontentes
Corajosos ou destemidos
Sofridos são os tormentos
Amados são os feridos


Vivemos, vivemos descontentes
E por vezes sufocados
Pelas opções ausentes
Escolhidas em maus bocados


Mas continuamos
Contentes ou descontentes
Em olhares efervescentes
Nossos passos contemplamos


Crendo ou não crendo
Definidos ou indefinidos
Vivemos ou vamos vivendo
Numa vida comprimidos

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lágrima de um Sorriso




Com lágrimas enterro meu leito,
Ao Amor abro a minha alma...
Ao meu amor-próprio,
Á vida...
Dorido desta vida
Incendeio-me nestas lágrimas
Não de água,
Mas de fogo...
E morro...
Despeço-me...
Eis que com garra,
Tal como fénix renasço das cinzas!
Qual lágrima incendeia um sorriso

Que desgraça merece mais dor.
Do mal retiro bem,
Das lágrimas um sorriso
Da alma nascem-me asas
Voarei de mim a ti

Sei-te,
Quero-te,

Até ao dia certo.
E se o futuro é desconhecido
Também eu sou,
Quero surpreender e ser

surpreendido infinitamente...
Evitando lágrimas...
E as que caírem serão de sorrisos